Céline Dion volta aos palcos após seis anos afastada por doença rara

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Diagnosticada com síndrome da pessoa rígida, cantora emociona Paris ao retomar os grandes concertos e interpretar “My Heart Will Go On” Após seis anos distante dos grandes concertos, Céline Dion voltou aos palcos neste sábado, 12 de setembro, em Paris.

Diagnosticada com síndrome da pessoa rígida, cantora emociona Paris ao retomar os grandes concertos e interpretar “My Heart Will Go On”

Após seis anos distante dos grandes concertos, Céline Dion voltou aos palcos neste sábado, 12 de setembro, em Paris. O reencontro com o público aconteceu durante a abertura de sua temporada de apresentações na capital francesa e foi marcado por emoção, aplausos e a interpretação de sucessos que atravessaram gerações.

Visivelmente comovida, a cantora agradeceu o carinho recebido durante o período em que precisou interromper a carreira para cuidar da saúde. Entre os momentos mais simbólicos da noite esteve “My Heart Will Go On”, tema do filme Titanic e uma das músicas mais reconhecidas de sua trajetória.

A apresentação representa o primeiro show completo de Céline Dion desde março de 2020. Embora tenha emocionado o mundo ao cantar na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024, aquela foi uma participação pontual. Agora, a artista canadense retoma efetivamente sua agenda de grandes espetáculos. A temporada foi anunciada no site oficial de Céline Dion⁠.

O que é a síndrome da pessoa rígida?

Céline Dion revelou, em 2022, ter sido diagnosticada com a síndrome da pessoa rígida, uma condição neurológica autoimune rara que pode provocar rigidez muscular, espasmos dolorosos e dificuldades de mobilidade. No caso da cantora, a doença também comprometeu músculos fundamentais para o controle da voz e da respiração, tornando inviável a continuidade das apresentações naquele período.

Sem cura conhecida, a síndrome exige acompanhamento médico e tratamento direcionado ao controle dos sintomas. Durante seu afastamento, Céline passou por um processo intenso de reabilitação física e vocal. O retorno aos palcos, portanto, não representa apenas a retomada de uma carreira monumental. É também a afirmação pública de uma mulher que precisou reconstruir a relação com o próprio corpo.

Poucas artistas transformam vulnerabilidade em presença com tamanha potência. Céline Dion voltou diferente, talvez. Menos intocável, certamente mais humana. E ainda capaz de fazer o mundo parar para ouvi-la.

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