A artista e pesquisadora Nídia Aranha faz sua estreia como diretora de arte da nova
A edição 2026 do Prêmio da Música Brasileira aposta na força da arte visual para traduzir o universo criativo de Cazuza. Pela primeira vez à frente da direção de arte da premiação, a artista e pesquisadora Nídia Aranha assina o conceito cenográfico do evento, que este ano presta homenagem ao cantor, compositor e poeta carioca.
Com 38 anos de história, o prêmio é considerado um dos mais importantes reconhecimentos da música nacional por valorizar não apenas intérpretes, mas também compositores, produtores e profissionais que ajudam a construir a indústria musical brasileira. Sob a gestão de Zé Maurício Machline e das diretoras Giovanna Machline e Luísa Annik, a cerimônia busca unir tradição e inovação.
Para homenagear Cazuza, Nídia Aranha e Luísa Annik desenvolveram uma identidade visual inteiramente construída a partir do papel. O material surge como símbolo da criação artística, da escrita e da liberdade de expressão, elementos que marcaram a trajetória do homenageado.
A proposta dialoga diretamente com a relação de Cazuza com a palavra escrita. Desde a infância, o artista cultivava o hábito de desenhar e escrever, transformando sentimentos em poesia e, posteriormente, em canções que atravessaram gerações. Na leitura de Nídia, o papel funciona como um elemento de memória e permanência, capaz de guardar histórias, afetos e manifestações criativas.
Além da cenografia, a artista também assina intervenções visuais especialmente concebidas para apresentações da noite. Entre os destaques estão performances de Marina Sena, Ney Matogrosso e Seu Jorge, que receberão tratamentos cênicos exclusivos para ampliar a experiência do público.
A participação no Prêmio da Música Brasileira reforça o momento de projeção nacional vivido por Nídia Aranha. Nos últimos anos, a artista tem se destacado em projetos que exploram a identidade cultural brasileira, como a direção visual e musical do álbum Equilibrium, de Anitta, e o desfile Escapismo Tropical, da marca MISCI, realizado na Marquês de Sapucaí.
Mais do que criar cenários, Nídia propõe narrativas visuais que dialogam com a memória, a música e a cultura brasileira, consolidando seu nome entre os principais criadores da cena artística contemporânea.







