Por @karolbang
Toda vez que uma mulher decide ocupar o seu espaço com autonomia, voz própria e trabalho sério, invariavelmente surgem os incômodos, os ataques desproporcionais e as tentativas de desqualificação que pouco têm a ver com competência e muito revelam sobre a dificuldade de alguns em lidar com o crescimento alheio.
Crítica profissional faz parte do jogo. Divergência também. O que não pode ser naturalizado é a agressividade travestida de autoridade, o desrespeito disfarçado de experiência e a crença de que constranger alguém seja uma forma legítima de demarcar território.
E nenhuma trajetória longa o suficiente torna aceitável diminuir, ameaçar ou tentar silenciar quem está apenas trabalhando, construindo e fazendo o seu caminho com seriedade.
Sigo acreditando que competência se prova com entrega, não com grito. E que grandeza profissional se mede, sobretudo, pela forma como se trata o outro.







