Entre celebridades, marcas e iates, o luxo ganha narrativa própria

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Camila Queiroz participa do Rio Boat Show em ação da Café L’OR, refletindo a evolução do mercado de luxo. O Grupo OKEAN reforça protagonismo industrial e amplia presença no setor náutico brasileiro.

Luxo, estratégia e narrativa: o que está por trás do Rio Boat Show

A presença de Camila Queiroz no Rio Boat Show não foi apenas um movimento pontual de visibilidade. Inserida em uma ação da Café L’OR, a participação da atriz ajuda a traduzir um reposicionamento mais amplo do mercado de luxo, que vem se afastando da lógica puramente expositiva para investir em experiências, conexões e construção de desejo.

O evento, que já se consolidou como um dos principais encontros do setor náutico no país, funciona hoje como uma vitrine ampliada. Não apenas para embarcações, mas para um estilo de vida que envolve design, hospitalidade, gastronomia e, sobretudo, narrativa. Nesse contexto, a presença de nomes reconhecidos do entretenimento cumpre um papel estratégico. Aproxima marcas de novos públicos e amplia o alcance para além do nicho tradicional.

É nesse cenário que o Grupo OKEAN reforça sua posição. Com base industrial em Itajaí, Santa Catarina, o grupo concentra uma operação que combina escala, tecnologia e ambição internacional. Detentor da licença exclusiva para produção, no Brasil, dos iates da Ferretti Yachts, o OKEAN se insere em um mercado historicamente dominado por marcas europeias, mas que começa a observar uma mudança de eixo.

A estrutura instalada impressiona. São 26 mil metros quadrados de área total, com 15 mil metros quadrados de área coberta, voltados à produção e ao desenvolvimento de embarcações de alto padrão. O investimento em infraestrutura pesada, como a aquisição de um dos maiores travel lifts da América Latina, com capacidade para até 220 toneladas, indica não apenas expansão, mas preparo para atender a uma demanda mais sofisticada e exigente.

Ao longo dos últimos anos, o grupo também ampliou sua atuação. Passou a operar a YACHTMAX, responsável pela comercialização de marcas como Riva e Pershing no país. Incorporou novas frentes industriais, como a OKEAN Composites, voltada à laminação, e a OKEAN Furniture, dedicada à marcenaria especializada. O movimento aponta para uma verticalização da operação, com maior controle sobre qualidade, acabamento e identidade do produto final.

Em 2025, ao celebrar uma década de atuação, o grupo apresentou a FY 1000, considerada a maior embarcação em fibra de vidro produzida em série no Brasil. Mais do que um marco técnico, o lançamento sinaliza uma ambição clara. Disputar protagonismo em um segmento que exige não apenas capacidade produtiva, mas consistência de marca e reconhecimento internacional.

No pano de fundo, o que se observa é uma transformação silenciosa. O mercado de luxo no Brasil amadurece, diversifica e se profissionaliza. Eventos como o Boat Show deixam de ser apenas espaços de exposição e passam a atuar como plataformas de relacionamento, conteúdo e posicionamento.

A presença de Camila Queiroz, nesse contexto, não é acessória. Ela ajuda a construir uma ponte entre indústria, marca e público. E, ao fazer isso, reforça uma lógica cada vez mais evidente. No luxo contemporâneo, não basta existir. É preciso contar bem a própria história.

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